Cancro
da Próstata (fonte: http://www.sexualidades.com)
O
que é a próstata?
A próstata
é um órgão do aparelho sexual masculino.
Sensivelmente do tamanho e da forma de uma castanha, fica situada
logo por debaixo da bexiga e encostada à parte terminal
do intestino grosso (recto). Envolve completamente a porção
inicial da uretra, que é o canal que transporta a urina
desde a bexiga até ao exterior.

Dada
esta sua localização, é facilmente palpável
através do recto e, quando se encontra aumentada de volume
ou inflamada, causa muitas vezes dificuldade ao urinar por apertar
a já citada uretra e/ou por causar irritação
na bexiga onde está encostada, como já vimos.
Com
a idade, a próstata tende a aumentar de volume, situação
que é mais frequente após os 50 anos de idade.
Na maioria das situações este facto não
traz complicações de maior (ver HBP), mas por
vezes é necessário intervir. É por isso
fundamental, sobretudo nos homens com mais de 50 anos e naqueles
em que existe uma história familiar de cancro, fazer
uma vigilância regular desta órgão.
Para
que serve a próstata?
A próstata
tem um papel importante no acto de urinar e também no
acto sexual.
Tem
uma função de controle do fluxo do jacto urinário
durante a micção, para além de fechar a
saída da urina durante a ejaculação e assim
evitar que a urina se misture com o esperma.
A
próstata é uma glândula que produz cerca
de um terço do líquido que sai na ejaculação.
Esse líquido, que dá o aspecto esbranquiçado
ao esperma, serve como veículo e nutriente para auxiliar
os espermatozóides na sua progressão.
Cancro
da Próstata
É
o cancro mais comum nos homens nos países desenvolvidos.
É mais frequente nos homens acima dos 55/60 anos de idade.
As células cancerosas começam por aparecer no
interior da próstata e não se espalham de imediato
graças à existência de uma cápsula
que envolve aquele órgão. Caso a situação
evolua, as células cancerosas podem espalhar-se pelo
resto do organismo (metástases), principalmente para
os ossos e pulmões, embora possam chegar a outros locais.
Sintomas:
Os
mais frequentes, embora não signifiquem necessariamente
existência de cancro, são:
- Aumento de frequência do acto de urinar (principalmente
durante a noite por irritação da bexiga).
- Dificuldade ou mesmo impossibilidade em urinar (devido ao
"aperto" da uretra pela próstata).
- Dificuldade em iniciar ou suspender o acto de urinar.
- Jacto urinário com pouca força ou mesmo com
interrupções.
- Dor ou ardor ao urinar.
- Dor ao ejacular.
- Sangue na urina ou no esperma.
Como
dissemos, a existência destes sintomas não quer
dizer que se esteja obrigatoriamente na presença de um
cancro da próstata e, felizmente, na maioria das vezes
apenas estão em causa situações mais benignas.
No entanto, é sempre indicado ser observado por um médico
se um destes sintomas aparecerem e/ou persistirem, sobretudo
num homem com mais de 50 anos. Também é bom saber
que por vezes esta doença pode aparecer em homens mais
novos, embora com mais raridade.
Como
detectar atempadamente o cancro da próstata?
O cancro
da próstata cresce muito lentamente e frequentemente
sem sintomas até chegar a uma fase avançada em
que muitas vezes se torna difícil o tratamento. É
por isso que se tem procurado desenvolver a prevenção
neste campo. Hoje em dia é cada vez mais frequente detectarem-se
cancros da próstata numa fase muito inicial, o que tem
permitido resolver e curar situações que de outro
modo poderiam evoluir de forma dramática. Para isso utilizam-se
fundamentalmente quatro tipos de exames:
Toque
rectal:
O médico
introduz um dedo no recto do indivíduo a examinar para,
através da palpação da face anterior desta
parte do intestino, onde está encostada a próstata,
poder detectar se existem nódulos, rugosidades ou outras
alterações da consistência e sensibilidade
que podem indiciar haver lesão prostática.
PSA
(Prostate Specific Antigen):
É
uma análise feita ao sangue em que se vai pesquisar a
existência desta substância, uma proteína
só produzida pela próstata. Normalmente, a sua
dosagem não deve exceder os 4,0 nanogramas por mililitro.
O cancro da próstata e também outras situações
como o adenoma da próstata (ver HBP) fazem normalmente
subir estes valores, pelo que o seu aumento deve levar o médico
a fazer uma pesquisa mais avançada da situação.
Este exame, embora não tenha uma especificidade absoluta,
tem sido nos últimos anos um precioso auxiliar na detecção
desta doença.
Ecografia
prostática:
Trata-se
de um exame feito através de ultra sons que nos vai permitir
observar a forma e textura da próstata, bem como se existe
ou não integridade da sua cápsula e massas anormais
no seu interior. Idealmente deve ser feita por via trans-rectal,
mediante a introdução de uma pequena sonda no
recto do paciente.
No caso de se verificarem existir aspectos suspeitos, o passo
seguinte é normalmente a execução de uma
biópsia prostática.
Biópsia
prostática:
É
um exame feito em meio hospitalar em que, com o auxílio
de uma agulha especial, se vai fazer a recolha de uma pequena
amostra de tecido da zona suspeita de ter uma lesão cancerosa.
Normalmente a agulha é guiada pela utilização
simultânea de um aparelho de ecografia. Essa amostra é
depois analisada num laboratór io de anatomopatologia
que irá definir o diagnóstico final.
Tratamento
do cancro da próstata
Conforme
a idade do doente, a evolução da doença
e a situação clínica geral do paciente,
assim se devem considerar vários tipos de tratamento,
muitas vezes associados entre si. Cabe à equipa médica,
obviamente, decidir a estratégia mais adequada para tratar
esta doença em cada caso particular. Como dissemos, quanto
mais cedo for detectado o cancro, maior é a probabilidade
de sucesso e de cura. Hoje em dia, graças à vigilância
e detecção precoce bem como aos progressos terapêuticos
e cirúrgicos que se têm verificado, uma cada vez
maior percentagem de casos ficam totalmente curados.
Fundamentalmente,
utilizam-se quatro métodos de terapêutica:
- Cirurgia, em que se faz a remoção do cancro.
- Radioterapia, em que se sujeitam as células cancerosas
a uma radiação intensa e dirigida a fim de as
destruir.
- Crioterapia, em que se provoca o congelamento da próstata
para a destruir e provocar a sua saída pelas vias naturais.
- Tratamento hormonal, em que o doente toma uma combinação
de hormonas destinadas a parar o crescimento das células
cancerosas.
Todos
estes tratamentos têm riscos inerentes que devem ser ponderados
pelo médico e discutidos com o doente.
Hipertrofia
Benigna da Próstata (HBP)
Felizmente,
na maioria das situações, o aumento de volume
da próstata não se deve a uma situação
grave e maligna como é o caso do cancro da próstata,
mas sim a outra doença muito mais frequente e benigna,
conhecida por adenoma ou Hipertrofia Benigna da Próstata
(HBP).
À
medida que o homem envelhece, principalmente a partir dos 40
anos e com maior frequência quanto mais avançada
a idade, existe uma tendência normal para o progressivo
aumento de volume desta glândula. Muitas vezes a situação
evolui sem sintomas, mas por vezes podem aparecer. Mais de metade
dos homens com 60 anos e cerca de 90% dos que têm cerca
de 80 ou mais, apresentam alguns sintomas de HBP.
O
aumento de volume desta glândula, dada a sua localização
(fig.1) em que envolve a uretra e se encosta à bexiga,
provoca um aperto progressivo do canal por onde passa a urina,
causando assim uma dificuldade em urinar que pode ir até
à obstrução total.
Essa retenção crónica provoca um engrossamento
das paredes da bexiga que se torna inflamada e sensível
à irritação provocada pela urina no seu
interior, levando a que se contraia e provoque necessidade de
urinar mesmo quando existe pouca quantidade de urina no seu
interior. É por isso que aumenta a frequência das
micções (acto de urinar), sobretudo durante a
noite.
Sintomas
mais frequentes
- Jacto urinário com pouca força ou mesmo com
interrupções.
- Dificuldade em iniciar o acto de urinar (urinas "presas").
- Urgência imediata em urinar com dificuldade em se conter.
- Urinar mais frequentemente, sobretudo durante a noite.
O
tamanho da próstata nem sempre está em relação
com a gravidade ou intensidade dos sintomas. Existem homens
com próstatas muito aumentadas e poucos sintomas, sendo
a situação inversa também verdadeira.
Evolução
da doença
Uma HBP severa
e não tratada pode ter sérias consequências:
não só pode dificultar a cura ou controle da situação,
como pode lesar seriamente a bexiga, os rins, provocar cálculos
renais e incontinência urinária (incapacidade de
reter as urinas).
Diagnóstico
da HBP
Como no cancro
da próstata, com o qual é necessário muitas
vezes fazer um diagnóstico diferencial.
Tratamento
da HBP
E m primeiro
lugar, e dado o risco de poder haver em jogo um cancro da próstata,
é sempre de boa norma fazer um controle regular. Nas
situações em que não se verifique existir
risco para o doente e em que não haja mal estar, não
é necessário fazer medicação específica.
Quando
a situação se complica, utilizam-se muitas vezes
antibióticos para combater infecções da
bexiga que tendem a aparecer com bastante frequência nestes
casos. Havendo sintomas de aumento de volume causando aperto
ou dificuldades na função urinária, utilizam-se
hoje em dia vários medicamentos destinados a fazer reduzir
o volume da próstata, relaxar a musculatura da bexiga
e também a diminuir a sintomatologia irritativa.
Nos
casos em que o tratamento médico não consegue
resolver a situação, recorre-se então à
cirurgia na qual se utilizam vários métodos de
abordagem e excisão total ou parcial da próstata.
A
Disfunção Eréctil (fonte: http://www.vivebem.com)
A
Disfunção Eréctil (DE) é um problema
sério que afecta mais de 150 milhões de homens
em todo o mundo. No entanto, muitos homens não sabem
que a Disfunção Eréctil pode e deve ser
tratada.
Foi
lançado recentemente um novo tratamento oral, clinicamente
testado e aprovado para o tratamento da Impotência Sexual
que o ajudará a retomar naturalmente a sua vida sexual.
Este
novo tratamento oferece uma ampla janela de oportunidade, que
lhe permite escolher livremente os melhores momentos para a
relação sexual com a sua companheira, com maior
naturalidade e sem restrições de tempo.
Converse
com o seu médico sobre seu estado de saúde. Se
sentir dores no peito ou outros sintomas relacionados com problemas
cardíacos durante a actividade sexual, procure imediatamente
o seu médico. Se estiver a tomar medicamentos com nitratos,
normalmente prescritos para quem sofre de problemas cardíacos,
não deve tomar qualquer medicamento para o tratamento
da Impotência Sexual. A interacção destes
dois medicamentos pode provocar uma quebra da tensão
arterial.
Sobre
a Disfunção Eréctil
Uma
Doença Comum
A Disfunção Eréctil é definida como
a incapacidade de obter e/ou manter uma erecção
adequada para uma relação sexual satisfatória,
sendo a doença sexual masculina mais comum.
Muito
embora os factores psicológicos possam desempenhar um
papel importante na actividade sexual e no desejo, a grande
maioria dos problemas de Impotência Sexual têm origem
física. Responda ao questionário de auto-avaliação,
ele pode ajudá-lo a identificar possíveis problemas.
Sempre que possível, converse com seu médico assistente
sobre os seus problemas. Embora os termos Disfunção
Eréctil e Impotência possam ser utilizados indiferentemente,
o termo Disfunção Eréctil é considerado
pelos médicos como o mais correcto.
De
que forma a Disfunção Eréctil afecta os
homens?
O grau de Disfunção Eréctil pode variar
entre muito baixo a muito elevado (perda completa da erecção).
Os homens com Disfunção Eréctil podem manifestar
sentimentos de baixa auto-estima, ansiedade quanto ao seu desempenho,
depressão, stress, culpa, dificuldades de relacionamento
com a família, com os amigos e Na sua actividade profissional.
A
Disfunção Eréctil também pode afectar
a sua companheira.
A Disfunção Eréctil pode prejudicar o seu
relacionamento. A Disfunção Eréctil pode
afectar a auto-estima do homem, mas também a da sua companheira,
a relação entre ambos e como se vêem um
ao outro.
Converse
com o seu médico
Para diagnosticar e tratar com eficácia a Impotência
Sexual é necessário a conjunção
do exame físico com a sua história médica
e sexual. Converse com seu médico sobre o diagnóstico
e as opções de tratamento mais adequadas para
o seu caso. Deve consultar sempre o seu médico, antes
de tomar qualquer medicamento para o tratamento da Impotência
Sexual.
O
que é a Disfunção Eréctil
A
Organização Mundial de Saúde definiu a
Disfunção Eréctil como a "incapacidade
de um homem obter e/ou manter uma erecção suficiente
para obter um desempenho sexual satisfatório." (Fonte:
NIH Consensus Statement, JAMA, 1993). As alterações
sexuais são frequentes, podem ser progressivas, mas podem
ser tratadas com êxito.
As
informações aqui contidas, juntamente com o Programa
de Aprendizagem Interactiva, vão ajudá-lo a compreender
a Impotência Sexual e as suas causas.
A
Disfunção Eréctil afecta cerca de 150 milhões
de homens em todo o mundo 2 (Fonte: Decision Resources, 1999)
e cerca de 500 mil homens em Portugal (Fonte: Sociedade Portuguesa
de Andrologia, 2004)
Mais de 50% dos homens na faixa etária entre os 40 e
os 70 anos têm probabilidade de sofrer de Disfunção
Eréctil.3 (Fonte: Massachusetts Male Aging Study (MMAS),
1994)
Se
for incapaz de obter uma erecção em resposta a
um estímulo sexual e/ou perdê-la antes da ejaculação,
está com um problema de Impotência Sexual. Se essa
situação acontecer uma vez, ou durante um certo
período de tempo, devido, por exemplo, a situações
de excesso de trabalho, stress, cansaço ou sob influência
de álcool, deve consultar o seu médico. A maioria
dos especialistas concorda, que para diagnosticar um caso de
Impotência Sexual é preciso que as dificuldades
de erecção se tornem frequentes e persistentes.
Se
tem dificuldades em atingir ou manter a erecção,
consulte o seu médico. Ele vai avaliar sua situação
e aconselhá-lo sobre as opções de tratamento.
O
Programa de Aprendizagem Interactiva é um método
simples de aprendizagem a sobre as questões essências
de Impotência Sexual.
Após
terminar o teste deverá estar apto a:
1.
Definir a Disfunção Eréctil.
2. Descrever as causas mais comuns da Disfunção
Eréctil.
Auto
Avaliação da F. Eréctil
Não
há nada melhor do que uma conversa com o seu médico.
Este questionário de auto-avaliação pode
ajudá-lo a identificar os problemas de Disfunção
Eréctil e a iniciar a conversa. Os resultados obtidos
vão ajudar o seu médico a perceber o seu estado
de saúde e como se sente em relação a essa
situação.
Este
questionário não foi concebido para substituir
o exame físico, a história médica, os factores
culturais, educacionais e económicos específicos
que influenciam a vida de cada um de nós. Este questionário
foi concebido para identificar os problemas de Disfunção
Eréctil.
Escala
do Impacto da Dificuldade de Erecção
Escolha
o número que melhor descreve a sua situação.
Como
se sentiria, caso tivesse de manter a sua actual capacidade
de erecção para o resto da sua vida?
Muito
Baixo ..........................................................................
1
Baixo ...................................................................................
2
Moderado ............................................................................
3
Elevado ...............................................................................
4
Muito Elevado ......................................................................
5
Resposta:
_______
Escala
da Intensidade da Dificuldade de Erecção
Cada
uma das perguntas têm várias respostas possíveis,
numeradas de 1 a 5. Escolha a que melhor se identifica com a
sua situação. Deve escolher apenas uma resposta.
No final, some a sua pontuação total.
Por
favor, certifique-se que seleccionou somente uma resposta para
cada pergunta.
Quase
nunca ou nunca ...............................................................
1
Algumas vezes (Muito menos que metade das vezes) ..............
2
Várias vezes (Cerca de metade das vezes) ..............................
3
A maioria das vezes (Muito mais do que metade das vezes ......
4
Quase sempre ou sempre ...........................................................
5
1.
Com que frequência é capaz de atingir uma erecção
durante a actividade sexual, em resposta a um estímulo
sexual?
Resposta:
_______
2.
Quando tem erecções, em resposta a um estímulo
sexual, quantas vezes é que essa erecção
foi suficientemente firme para a penetração?
Resposta:
_______
3.
Durante as relações sexuais com que frequência
conseguiu atingir a penetração?
Resposta:
_______
4.
Durante as relações sexuais quantas vezes é
que conseguiu manter a erecção após a penetração?
Resposta:
_______
Use
esta escala para responder à próxima pergunta.
Extremamente
Difícil ..............................................
1
Muito Difícil ............................................................
2
Difícil .....................................................................
3
Ligeiramente Difícil ................................................
4
Não foi Difícil .........................................................
5
5.
Durante a relação sexual, foi difícil manter
a erecção até ao final da actividade sexual?
Resposta:
_______
Instruções
para obter a pontuação:
Some as pontuações de cada resposta (total de
pontuação possível = 25).
Classificação
da Gravidade da Dificuldade de Erecção:
Total da Pontuação:
5 a 10 — Grave
11 a 15 — Moderado
16 a 20 — Leve
21 a 25 — Normal
NOTA:
As questões devem ser respondidas por homens que tenham
sido sexualmente activos e tenham tentado manter uma relação
sexual, durante os últimos três meses.. Para os
homens sexualmente inactivos, o questionário pode ser
respondido tendo por base o último período de
tempo (3 meses ou por um período mais longo) durante
o qual foi sexualmente activo.
Fonte:
1st International Consultation on Erectile Dysfunction”
July 1-3, 1999, Paris
As
causas
As
várias origens possíveis da Disfunção
Eréctil
A
Disfunção Eréctil pode ter origem em factores
físicos (orgânicos) ou em factores psicológicos.
Em muitos casos, ambos os factores estão presentes. Seguem-se
alguns dos factores de risco e origens possíveis da Impotência
Sexual.
Factores
de Risco / Origem da Impotência Sexual
Causas
Físicas
Doença
Vascular: A arteriosclerose (endurecimento das artérias),
problemas cardíacos, derrame cerebral, hipertensão
(pressão arterial elevada) e colesterol elevado, são
factores que afectam a entrada e a saída do fluxo de
sangue para o pénis. A doença vascular é,
em geral, a causa física mais comum da Disfunção
Eréctil.
Diabetes:
Esta doença pode causar a lesão dos nervos (neuropatia)
e dos vasos sanguíneos (arteriosclerose) que levam o
fluxo sanguíneo ao pénis. Dois em cada três
homens com diabetes podem ter Disfunção Eréctil.
Doenças
Nervosas: Os problemas neurológicos incluem a lesão
da medula espinal, esclerose múltipla e degeneração
dos nervos, decorrente da diabetes ou do alcoolismo.
Problemas
Hormonais: Níveis reduzidos de hormonas podem causar
Impotência Sexual.
Cirurgia:
Intervenções cirúrgicas do intestino grosso,
do recto ou da próstata e situações de
radioterapia na área pélvica podem lesionar os
nervos e os vasos sanguíneos, e causar problemas de Impotência
Sexual.
Doenças
Crónicas: Caso lhe tenha sido diagnosticado uma doença
crónica, pergunte ao seu médico se essa situação
pode afectar a sua saúde sexual.
Efeitos
Secundários dos Medicamentos: Existe uma vasta gama de
medicamentos que podem originar problemas de Disfunção
Eréctil. Se estiver a ser medicado, e tiver problemas
de erecção, pergunte ao seu médico sobre
os possíveis efeitos secundários da medicação
e quais as possíveis alternativas e soluções.
Factores
Relacionados com o Estilo de Vida
Álcool:
O consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode reduzir
imediatamente a capacidade de manter uma erecção
satisfatória. A longo-prazo, o consumo excessivo de bebidas
alcoólicas pode causar lesões do fígado
e dos nervos e desequilíbrios hormonais.
Estilo
de Vida Sedentário: A ausência de exercício
físico pode levar à Impotência Sexual.
Tabaco:
Os fumadores têm uma maior probabilidade de vir a ter
problemas de Impotência Sexual, do que os não fumadores,
de acordo com estudos médicos efectuados.
Origem
Psicológica
As
causas psicológicas podem ocorrer isoladas ou em conjunto
com uma ou mais causas físicas.
Ansiedade:
Quando um homem é muito ansioso em relação
ao seu desempenho sexual, a capacidade sexual pode ser afectada.
Stress:
Situações de stress também podem afectar
o desempenho sexual.
Depressão:Homens
com Disfunção Eréctil podem apresentar
sintomas de depressão. Homens com depressão, também
podem apresentar problemas de erecção.
Problemas
de relacionamento: Problemas de relacionamento sexual com a
companheira, familiares, ou com aspectos financeiros, podem
afectar negativamente o desempenho sexual.
Formas
de Tratamento
Antes
dos Medicamentos
Antes
de começar a usar qualquer medicamento ou outros tratamentos
para a Disfunção Eréctil, o seu médico
poderá recomendar mudanças ao nível do
estilo de vida que podem implicar:
Actividade
física;
Dieta alimentar para ajudar na redução dos níveis
de gordura no sangue (triglicérides e colesterol);
Parar de fumar;
Reduzir o consumo de álcool;
Controlar os níveis de stress e fadiga.
Outros factores, como a deficiência hormonal (testosterona)
e a toma de medicamentos que podem causar dificuldades de erecção,
também podem ser resolvidos pelo seu médico.
Decidir
qual o melhor tratamento para o tratamento da Disfunção
Eréctil
A
escolha do tratamento para a Impotência Sexual é
uma decisão pessoal, que depende das suas preferências
e da sua companheira. Informe-se sobre os vários tratamentos
disponíveis. Seguem-se algumas qestões sobre os
tratamentos disponíveis que podem ajudá-lo a tomar
uma decisão.
O
tratamento é eficaz e seguro?
O que pensa a minha companheira em relação ao
tratamento?
O seu uso é vantajoso e confortável?
O tratamento é adequado ao meu estilo de vida?
Quanto custa o tratamento?
As
opções de tratamento
Medicamentos
Orais: Os inibidores da fosfodiesterase 5 (PDE5) são
uma classe de medicamentos orais. Apresentam-se como terapêuticas
de primeira linha e uma possibilidade relativamente nova para
o tratamento da Impotência Sexual.
Aconselhamento
Sexual / Terapia Sexual: Consultas com um psicólogo ou
psiquiatra podem ajudá-lo a identificar, a compreender
e a lidar com os problemas sexuais, bem como aprender a controlar
as situações de stress durante o acto sexual,
a aumentar os estímulos e focar a atenção
no prazer e na intimidade do casal.
Autoinjecção
Peniana: Medicamento que ao ser injectado pelo doente na parte
lateral do pénis, antes da actividade sexual, vai aumentar
o fluxo sanguíneo no pénis e permitir a erecção.
Terapia
Intra-uretral: Cápsula de um medicamento que ao ser inserida
na uretra aumenta o fluxo sanguíneo.
Dispositivo
de Vácuo: Ao colocar um anel de borracha na base do pénis,
a pressão efectuada aumenta a quantidade de sangue e
ao retê-lo permite a erecção.
Prótese
Peniana: A colocação de prótese peniana
é sugerida ao doente quando nenhum dos outros tratamentos
foi bem sucedido. A prótese peniana é um dispositivo
inserido no pénis através de cirurgia.
Fale
com o seu médico
É
compreensível que se sinta desconfortável em abordar
os seus problemas sexuais com seu médico. Mas é
importante que consiga superar essa dificuldade. Falar sobre
o assunto, assumir o seu problema, é o ponto de partida
para melhorar a sua saúde e reiniciar o contacto íntimo
com a sua companheira.
Esta
secção do site vai ajudá-lo a iniciar a
conversa sobre Disfunção Eréctil com o
seu médico a saber quais as questões importantes
e compreender o que esperar.
Não
abdique dos seus direitos. Procure ajuda médica para
resolver os seus problemas de Disfunção Eréctil.
Não há razão para que você e a sua
companheira sofram os efeitos da Disfunção Eréctil
em segredo. A Disfunção Eréctil é
uma doença para a qual os médicos já têm
solução.
O
seu médico de família deve ser o primeiro profissional
de saúde a quem deve falar sobre os seus sintomas. Caso
seja necessário, ele pode encaminhá-lo para um
urologista ou outro especialista.
É
importante falar sobre este assunto com o seu médico,
porque os sintomas de Disfunção Eréctil
podem ter origem em problemas sérios, como a diabetes
ou a doença cardiovascular não diagnosticada.
A
Disfunção Eréctil é, geralmente,
considerada um problema não só do doente, mas
do casal. A sua companheira pode acompanhá-lo na sua
consulta.
Iniciar
a Conversa
Sexo
é normalmente um assunto sensível para a maioria
das pessoas, e é compreensível que se sinta menos
confortável em falar com o seu médico. Mas, para
que seja possível resolver os seus problemas, deve conversar
com seu médico e colocar as questões importantes.
Os pontos abaixo referidos vão ajudá-lo a compreender
como falar sobre Impotência Sexual com um profissional
de saúde.
Os
dois pontos abaixo referidos podem ajudá-lo a falar de
Disfunção Eréctil sem constrangimentos.
A
Disfunção Eréctil é comum. Milhões
de homens em todo o mundo sofrem de Disfunção
Eréctil.
A Disfunção Eréctil é tratável.
Cerca de 95% dos casos de Disfunção Eréctil
podem ser tratados.(1)
É
importante saber que mais de 70% dos casos de Impotência
Sexual não são diagnosticadas, e somente 10% dos
homens com Impotência Sexual procuram formas de tratamento.
Não permita que o seu problema progrida sem ser diagnosticado
e tratado.
Os
módulos interactivos de preparação são
uma maneira fácil e envolvente de aprender sobre este
novo tratamento para a Disfunção Eréctil.
Após
terminar o Programa de Aprendizagem, deverá ser capaz
de:
1. Descrever as melhores maneiras de conversar com um profissional
de saúde sobre a Impotência Sexual.
2. Descrever as questões importantes para conversar sobre
Impotência Sexual com um profissional de saúde.
(1)
American Medical Association, the AMA Health Insight page. Understanding
erectile dysfunction. American Medical Association web site.
Questões
Importantes
Esclareça-se
sobre a melhor forma de determinar se a nova opção
de tratamento é a mais adequada falando com o seu médico
assistente (ou outro profissional de saúde) que fará
uma avaliação correcta do grau de Disfunção
Eréctil. No caso de não se sentir seguro sobre
quais as questões a colocar ao seu médico, sugerimos
algumas:
1.
É adequado tratar a Disfunção Eréctil
na minha idade?
2. A actividade sexual pode representar algum risco para a minha
saúde?
3. Que exames devo fazer para avaliar o grau da minha Impotência
Sexual?
4. Que opções de tratamento estão disponíveis?
5. Qual a eficácia das várias opções
de tratamento?
6. Quais são os potenciais efeitos secundários
das várias opções de tratamento?
7. Posso tomar o meu medicamento para a Impotência Sexual
com alimentos e bebidas alcoólicas?
8. Com que frequência posso usar o medicamento?
9. O medicamento para o tratamento para o tratamento da Impotência
Sexual pode interagir com outros medicamentos que esteja a tomar
em simultâneo, ou que venha a tomar no futuro?
10. Que cuidados devo ter quando utilizar o medicamento para
o tratamentos da Disfunção Eréctil?
11. Se a minha companheira também apresentar problemas
sexuais, o que devo (devemos) fazer?
12. Qual o tempo de actuação do medicamento para
a Disfunção Eréctil?
Também
deve falar com o seu médico:
Se
já teve algum problema cardíaco como angina, dores
no peito, insuficiência cardíaca, frequência
cardíaca irregular ou ataque cardíaco, especialmente,
nos últimos 90 dias.
Se já teve um derrame cerebral.
Se teve ou tem pressão arterial alta (hipertensão),
ou pressão arterial baixa (hipotensão).
Se teve ou tem um problema grave nos rins.
Se teve ou tem um problema grave no fígado.
Se o seu pénis apresenta alguma deformidade, doença
de Peyronie, ou se já teve uma erecção
prolongada (com duração superior a 4 horas).
Conte ao seu médico sobre todos e quaisquer medicamentos,
prescritos ou não, que esteja a tomar. Como acontece
com a maioria das outras prescrições médicas,
podem ocorrer possíveis interacções entre
os medicamentos.
Pode
ainda perguntar ao seu médico:
1.
A minha Disfunção Eréctil pode ter origem
em que factores?
2. Alguns dos meus medicamentos podem estar na origem deste
problema ou estar a agravá-lo?
3. Se esse for o caso, a minha medicação (ou as
dosagens) pode ser alterada com segurança?
4. O stress ou outros problemas psicológicos podem contribuir
para as minhas dificuldades sexuais?
5. Devo procurar um orientador, um terapeuta sexual ou um psiquiatra?
6. Algum dos tratamento para a Disfunção Eréctil
pode resolver o meu problema?
7. Se puder agir, de que forma posso tomá-lo com segurança
e a que efeitos colaterais devo ficar atento?
8. Que alterações posso esperar?
9. O meu caso pode ser resolvido com uma intervenção
cirúrgica? Se me for aconselhada uma cirurgia, quais
os procedimentos e os efeitos negativos?
10. Os dispositivos a vácuo ou implantes penianos podem
ajudar-me? Quais são as vantagens e as contra-indicações
destas opções?
Imprima
estas perguntas e leve-as ao seu médico.
O
que esperar
Diagnosticar
a Disfunção Eréctil
Quando
decidir procurar a ajuda do seu médico para tratar o
problema de Disfunção Eréctil é
importante que saiba a importância de fazer um diagnóstico
completo e cuidadoso, para encontrar a causa do problema e determinar
a melhor forma de tratamento para o seu caso. Peça à
sua companheira para o acompanhar à consulta.
A
avaliação inicial da sua situação
clínica pode incluir a história médica
completa, exames físicos e laboratoriais.
História
Clínica
Vários
aspectos, como os que se seguem, podem ser abordados durante
a consulta:
Estilo
de vida;
Factores de stress;
O relacionamento com a sua companheira;
Medicamentos que toma actualmente e que tomou no passado;
Hábitos pessoais (tabagismo, consumo de álcool
ou drogas);
A história sexual e o seu actual desempenho;
Quaisquer enfermidades ou problemas de saúde que tenha
tido;
Intervenções cirúrgicas ou lesões
na pelve (bacia)
Exames
Físicos
O
médico vai proceder a um exame físico completo,
incluindo o exame dos genitais.
Exames
Laboratoriais
Análises
clínicas ao sangue para determinação dos
níveis de testosterona, colesterol, açúcar,
entre outros.
A
análise ao sangue permite detectar:
Níveis
baixos de testosterona (hormona masculino)
Níveis elevados de glicose (açúcar) no
sangue. Pode ser um sinal da diabetes
Níveis elevados de colesterol e de outras substâncias
gordurosas
A
necessidade de uma próxima consulta
Após
finalizar o historial médico e realizar os exame físicos
e laboratoriais deve acatar as recomendações médicas,
que podem incluir outros exames mais específicos ou a
indicação de um outro especialista.
Reiniciar
a Vida Sexual
O
Dr. Shabsigh sugere algumas ideias para "reacender a chama".
Reiniciar
a sua Vida Sexual
por Dr. Ridwan Shabsigh, M.D.
Assim
que encontrar um tratamento eficaz para o tratamento da sua
Disfunção Eréctil (pode ser necessário
mais do que uma tentativa), estará pronto para redescobrir
a sua sexualidade.
Tendo
em consideração a minha experiência profissional,
posso afirmar que muitos casais não têm uma relação
sexual satisfatória decorrente da Disfunção
Sexual que afecta o homem há vários anos.
Um
relacionamento sexual bem sucedido e com prazer após
muitos anos de interrupção pode demorar algum
tempo a normalizar. É um pouco parecido como jogar ténis
ou tocar piano, nunca se esquece como fazer, apenas alguma insegurança
na primeira vez.
Reconquistar
o Romance
Pense
no início do seu romance, altura em que a ternura e o
toque preenchiam o seu relacionamento. Reacenda a paixão
começando pelas carícias, beijos e abraços
carinhosos, sem que seja necessário haver uma razão
especial.
O
próximo passo
Quando
se sentirem à vontade, iniciem os toques mais eróticos,
tomem banho juntos, ofereçam uma massagem. Retomem a
alegria e o prazer do toque.
Gradualmente,
recomecem as carícias. Sintam-se confortáveis
e mostrem afeição por estarem apaixonados. Estes
hábitos ajudarão a reconquistar o prazer da relação
sexual.
Não
há progressos?
Se
após o seu empenho sentir que não conseguiu recuperar
a paixão e progredir na relação sexual,
fale com o seu médico. Ele poderá ter outras sugestões
ou, indicar um terapeuta sexual. Se já chegou até
aqui, não se esqueça que é possível
ter uma vida sexual bem sucedida. Não desista de conquistar
o seu objectivo final: uma relação sexual saudável!
O
que esperar
Após
a reconquista do romance e das carícias é importante
estar consciente das expectativas do casal. Após um longo
período sem relações sexuais, os resultados
do tratamento pode surpreendê-lo a si e à sua companheira.
Especialmente para a mulher que pode estar em idade de pós-menopausa
e apresentar falta de lubrificação vaginal. Para
que a relação sexual não seja dolorosa
podem usar um lubrificante ou, marcar uma consulta no ginecologista
para avaliar o problema.
Manter
a espontaneidade no romance
Para
alguns dos meus doentes, a perda da espontaneidade é
o aspecto mais difícil de aceitar após a Disfunção
Eréctil.
Converse
com seu médico, explique-lhe a necessidade da espontaneidade
na sua relação sexual para que este possa seleccionar
o tratamento adequado. Se o tratamento actual, não corresponder
às sua necessidades e da sua companheira, converse com
o médico sobre a possibilidade de outro tratamento. Há
medicamentos recentes que apresentam soluções
diferentes. Estes tratamentos podem proporcionar uma janela
de oportunidade e eficácia mais ampla, permitindo desta
forma ao casal maior liberdade e espontaneidade na relação
sexual. Procure o tratamento que melhor satisfaz as suas necessidades.
Dúvidas
Qual
é a diferença entre Impotência e Disfunção
Eréctil?
Embora
os termos Disfunção Eréctil e Impotência
possam ser utilizados indistintamente, o termo Disfunção
Eréctil é considerado pelos especialistas o mais
correcto.
O
tabaco contribui para a Disfunção Eréctil?
Sim.
O tabaco é um factor que contribui para o elevado número
de casos de Disfunção Eréctil porque a
nicotina interfere nos processos normais do fluxo sanguíneo.
Quais
são os tratamentos mais comuns para a Disfunção
Eréctil?
Os
tratamentos variam. Os medicamentos orais, a injecção
peniana, os aparelhos de vácuo e as próteses penianas
podem tratar a Disfunção Eréctil de origem
física. O aconselhamento sexual do homem ou do casal
ajuda a melhorar a Disfunção Eréctil de
origem psicológica.
Questões
sobre transmissão da SIDA por via oral (fonte: Coordenação
Nacional para a VIH/Sida)
1.
A transmissão do VIH por via oral foi alguma vez relatada?
Existe evidência que resulta da confirmação
por recentes estudos de casos individuais, que o VIH se transmite
por sexo oral. Potencialmente, a forma mais arriscada de sexo
oral para uma pessoa não infectada é o felácio
receptivo com ejaculação para a boca devido à
exposição a maior quantidade de VIH do esperma
da pessoa infectada.
2.
No que toca à transmissão do VIH, o sexo oral
é a forma mais segura de sexo não protegido com
penetração?
A evidência demonstra que o sexo oral é menos perigoso
que o sexo desprotegido anal e vaginal. Está bem estabelecido
que o sexo anal desprotegido é a forma de sexo desprotegido
mais perigosa. O risco associado ao sexo oral, anal e vaginal
pode ser aumentado (ex. inflamações, úlceras
na boca, vagina, pénis ou recto). O sexo oral é
comum entre heterossexuais e homossexuais. Apesar do sexo oral
desprotegido poder ser menos arriscado, do que o sexo desprotegido
anal e vaginal, a frequência do sexo oral em alguns grupos
pode aumentar a sua contribuição relativa para
a transmissão VIH.
3.
Que proporção de novas infecções
podem ser atribuídas ao sexo oral?
Estudos recentes, essencialmente em homossexuais masculinos,
em S. Francisco e em Londres , sugerem que 6 a 8% das novas
infecções foram adquiridas apenas por sexo oral.
4.
O sexo oral é menos arriscado que o sexo sem penetração?
O sexo oral coloca mais riscos que o sexo sem penetração,
tal como a masturbação mútua, contacto
boca a boca, esfregar um corpo contra o outro, e abraços
e massagens, em que existe o mínimo de oportunidade de
contacto de fluidos corporais potencialmente infecciosos. Não
existem relatos de transmissão do VIH relacionados com
estas actividades.
5.
A boa higiene oral pode diminuir ou aumentar a transmissão
VIH via sexo oral?
Uma boa higiene oral pode diminuir o risco, mas a escovagem
e a passagem do fio dental pouco antes do sexo oral pode aumentar
a transmissão, especialmente se as gengivas sangrarem.
A utilização de culutórios orais antes
ou depois do sexo oral podem não ser úteis; em
vez de aumentar a protecção pode diminui-la através
da remoção de substâncias de protecção
normalmente encontrada na cavidade oral.
6.
Que factores podem aumentar o risco de transmissão através
do sexo oral?
Doenças ou infecções na cavidade oral,
que comprometam a protecção da cavidade oral e
garganta podem aumentar o risco de transmissão do VIH
durante o sexo oral (ex. úlceras bocais, gengivas inflamadas,
garganta irritada, ou gengivas a sangrar após escovagem
ou utilização de fio dental). O sexo oro-vaginal
durante o período de me nstruação pode
colocar mais riscos de transmissão do que em outras alturas.
Os níveis elevados de vírus no sangue (carga viral
elevada) podem corresponder a níveis elevados de vírus
no esperma e nos fluidos vaginais, podendo aumentar o risco
de transmissão VIH através do sexo com penetração
não protegido, incluindo o sexo oral. Os níveis
elevados da carga viral estão associados ao início
da infecção e a estágios mais avançados
da doença.
7.
Como é que o VIH é transmitido através
do sexo oral?
O VIH está presente nos fluidos genitais, como o esperma,
fluido pré-ejaculatório e secreções
vaginais e cervicais. Conhecimentos actuais sobre a quantidade
de vírus nos fluidos genitais e saliva indicam que algum
material infeccioso pode ser difundido entre parceiros se um
deles estiver infectado. O que sabemos sobre a biologia do VIH
e da cavidade oral indica que a transmissão do VIH através
do sexo oral é possível e suporta a conclusão
de que o risco é real, mas menor que outro tipo de exposição
através de sexo com penetração.
8.
Será que evitar a ejaculação elimina o
risco de transmissão?
Algumas pessoas praticam o sexo oral evitando a ejaculação
como uma estratégia de redução de risco.
Mas o VIH tem sido encontrado nos fluidos pré-ejaculatórios
e têm sido relatados casos de transmissão do VIH
através do sexo oral sem ejaculação na
boca. É provável que o aumento de volume dos fluidos
infectados possam resultar num aumento da exposição
ao vírus e que evitar a ejaculação na boca
possa diminuir o risco de transmissão.
9.
Será que outras infecções podem ser transmitidas
através do sexo oral?
As infecções sexualmente transmissíveis
como a gonorreia, a clamídia, a sífilis, o vírus
herpes simplex, o HPV, e o vírus da hepatite B podem
ser transmitidas através do sexo oral.
10.
O que pode ser feito para diminuir o risco de transmissão
por via oral?
A utilização de preservativo durante o sexo oral
pode diminuir o risco de transmissão do VIH e outras
in fecções pela actuação de uma
barreira de protecção contra os fluidos corporais
(ex. esperma, fluidos vaginais).
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