Cancro da Próstata (fonte: http://www.sexualidades.com)

O que é a próstata?
A próstata é um órgão do aparelho sexual masculino. Sensivelmente do tamanho e da forma de uma castanha, fica situada logo por debaixo da bexiga e encostada à parte terminal do intestino grosso (recto). Envolve completamente a porção inicial da uretra, que é o canal que transporta a urina desde a bexiga até ao exterior.

Dada esta sua localização, é facilmente palpável através do recto e, quando se encontra aumentada de volume ou inflamada, causa muitas vezes dificuldade ao urinar por apertar a já citada uretra e/ou por causar irritação na bexiga onde está encostada, como já vimos.

Com a idade, a próstata tende a aumentar de volume, situação que é mais frequente após os 50 anos de idade. Na maioria das situações este facto não traz complicações de maior (ver HBP), mas por vezes é necessário intervir. É por isso fundamental, sobretudo nos homens com mais de 50 anos e naqueles em que existe uma história familiar de cancro, fazer uma vigilância regular desta órgão.

Para que serve a próstata?
A próstata tem um papel importante no acto de urinar e também no acto sexual.

Tem uma função de controle do fluxo do jacto urinário durante a micção, para além de fechar a saída da urina durante a ejaculação e assim evitar que a urina se misture com o esperma.

A próstata é uma glândula que produz cerca de um terço do líquido que sai na ejaculação. Esse líquido, que dá o aspecto esbranquiçado ao esperma, serve como veículo e nutriente para auxiliar os espermatozóides na sua progressão.

Cancro da Próstata
É o cancro mais comum nos homens nos países desenvolvidos. É mais frequente nos homens acima dos 55/60 anos de idade. As células cancerosas começam por aparecer no interior da próstata e não se espalham de imediato graças à existência de uma cápsula que envolve aquele órgão. Caso a situação evolua, as células cancerosas podem espalhar-se pelo resto do organismo (metástases), principalmente para os ossos e pulmões, embora possam chegar a outros locais.

Sintomas:
Os mais frequentes, embora não signifiquem necessariamente existência de cancro, são:

- Aumento de frequência do acto de urinar (principalmente durante a noite por irritação da bexiga).
- Dificuldade ou mesmo impossibilidade em urinar (devido ao "aperto" da uretra pela próstata).
- Dificuldade em iniciar ou suspender o acto de urinar.
- Jacto urinário com pouca força ou mesmo com interrupções.
- Dor ou ardor ao urinar.
- Dor ao ejacular.
- Sangue na urina ou no esperma.

Como dissemos, a existência destes sintomas não quer dizer que se esteja obrigatoriamente na presença de um cancro da próstata e, felizmente, na maioria das vezes apenas estão em causa situações mais benignas. No entanto, é sempre indicado ser observado por um médico se um destes sintomas aparecerem e/ou persistirem, sobretudo num homem com mais de 50 anos. Também é bom saber que por vezes esta doença pode aparecer em homens mais novos, embora com mais raridade.

Como detectar atempadamente o cancro da próstata?
O cancro da próstata cresce muito lentamente e frequentemente sem sintomas até chegar a uma fase avançada em que muitas vezes se torna difícil o tratamento. É por isso que se tem procurado desenvolver a prevenção neste campo. Hoje em dia é cada vez mais frequente detectarem-se cancros da próstata numa fase muito inicial, o que tem permitido resolver e curar situações que de outro modo poderiam evoluir de forma dramática. Para isso utilizam-se fundamentalmente quatro tipos de exames:

Toque rectal:
O médico introduz um dedo no recto do indivíduo a examinar para, através da palpação da face anterior desta parte do intestino, onde está encostada a próstata, poder detectar se existem nódulos, rugosidades ou outras alterações da consistência e sensibilidade que podem indiciar haver lesão prostática.

PSA (Prostate Specific Antigen):
É uma análise feita ao sangue em que se vai pesquisar a existência desta substância, uma proteína só produzida pela próstata. Normalmente, a sua dosagem não deve exceder os 4,0 nanogramas por mililitro. O cancro da próstata e também outras situações como o adenoma da próstata (ver HBP) fazem normalmente subir estes valores, pelo que o seu aumento deve levar o médico a fazer uma pesquisa mais avançada da situação.
Este exame, embora não tenha uma especificidade absoluta, tem sido nos últimos anos um precioso auxiliar na detecção desta doença.

Ecografia prostática:
Trata-se de um exame feito através de ultra sons que nos vai permitir observar a forma e textura da próstata, bem como se existe ou não integridade da sua cápsula e massas anormais no seu interior. Idealmente deve ser feita por via trans-rectal, mediante a introdução de uma pequena sonda no recto do paciente.
No caso de se verificarem existir aspectos suspeitos, o passo seguinte é normalmente a execução de uma biópsia prostática.

Biópsia prostática:
É um exame feito em meio hospitalar em que, com o auxílio de uma agulha especial, se vai fazer a recolha de uma pequena amostra de tecido da zona suspeita de ter uma lesão cancerosa. Normalmente a agulha é guiada pela utilização simultânea de um aparelho de ecografia. Essa amostra é depois analisada num laboratór io de anatomopatologia que irá definir o diagnóstico final.

Tratamento do cancro da próstata
Conforme a idade do doente, a evolução da doença e a situação clínica geral do paciente, assim se devem considerar vários tipos de tratamento, muitas vezes associados entre si. Cabe à equipa médica, obviamente, decidir a estratégia mais adequada para tratar esta doença em cada caso particular. Como dissemos, quanto mais cedo for detectado o cancro, maior é a probabilidade de sucesso e de cura. Hoje em dia, graças à vigilância e detecção precoce bem como aos progressos terapêuticos e cirúrgicos que se têm verificado, uma cada vez maior percentagem de casos ficam totalmente curados.

Fundamentalmente, utilizam-se quatro métodos de terapêutica:

- Cirurgia, em que se faz a remoção do cancro.
- Radioterapia, em que se sujeitam as células cancerosas a uma radiação intensa e dirigida a fim de as destruir.
- Crioterapia, em que se provoca o congelamento da próstata para a destruir e provocar a sua saída pelas vias naturais.
- Tratamento hormonal, em que o doente toma uma combinação de hormonas destinadas a parar o crescimento das células cancerosas.

Todos estes tratamentos têm riscos inerentes que devem ser ponderados pelo médico e discutidos com o doente.

Hipertrofia Benigna da Próstata (HBP)
Felizmente, na maioria das situações, o aumento de volume da próstata não se deve a uma situação grave e maligna como é o caso do cancro da próstata, mas sim a outra doença muito mais frequente e benigna, conhecida por adenoma ou Hipertrofia Benigna da Próstata (HBP).

À medida que o homem envelhece, principalmente a partir dos 40 anos e com maior frequência quanto mais avançada a idade, existe uma tendência normal para o progressivo aumento de volume desta glândula. Muitas vezes a situação evolui sem sintomas, mas por vezes podem aparecer. Mais de metade dos homens com 60 anos e cerca de 90% dos que têm cerca de 80 ou mais, apresentam alguns sintomas de HBP.

O aumento de volume desta glândula, dada a sua localização (fig.1) em que envolve a uretra e se encosta à bexiga, provoca um aperto progressivo do canal por onde passa a urina, causando assim uma dificuldade em urinar que pode ir até à obstrução total.
Essa retenção crónica provoca um engrossamento das paredes da bexiga que se torna inflamada e sensível à irritação provocada pela urina no seu interior, levando a que se contraia e provoque necessidade de urinar mesmo quando existe pouca quantidade de urina no seu interior. É por isso que aumenta a frequência das micções (acto de urinar), sobretudo durante a noite.

Sintomas mais frequentes

- Jacto urinário com pouca força ou mesmo com interrupções.
- Dificuldade em iniciar o acto de urinar (urinas "presas").
- Urgência imediata em urinar com dificuldade em se conter.
- Urinar mais frequentemente, sobretudo durante a noite.

O tamanho da próstata nem sempre está em relação com a gravidade ou intensidade dos sintomas. Existem homens com próstatas muito aumentadas e poucos sintomas, sendo a situação inversa também verdadeira.

Evolução da doença
Uma HBP severa e não tratada pode ter sérias consequências: não só pode dificultar a cura ou controle da situação, como pode lesar seriamente a bexiga, os rins, provocar cálculos renais e incontinência urinária (incapacidade de reter as urinas).

Diagnóstico da HBP
Como no cancro da próstata, com o qual é necessário muitas vezes fazer um diagnóstico diferencial.

Tratamento da HBP
E m primeiro lugar, e dado o risco de poder haver em jogo um cancro da próstata, é sempre de boa norma fazer um controle regular. Nas situações em que não se verifique existir risco para o doente e em que não haja mal estar, não é necessário fazer medicação específica.

Quando a situação se complica, utilizam-se muitas vezes antibióticos para combater infecções da bexiga que tendem a aparecer com bastante frequência nestes casos. Havendo sintomas de aumento de volume causando aperto ou dificuldades na função urinária, utilizam-se hoje em dia vários medicamentos destinados a fazer reduzir o volume da próstata, relaxar a musculatura da bexiga e também a diminuir a sintomatologia irritativa.

Nos casos em que o tratamento médico não consegue resolver a situação, recorre-se então à cirurgia na qual se utilizam vários métodos de abordagem e excisão total ou parcial da próstata.


A Disfunção Eréctil (fonte: http://www.vivebem.com)

A Disfunção Eréctil (DE) é um problema sério que afecta mais de 150 milhões de homens em todo o mundo. No entanto, muitos homens não sabem que a Disfunção Eréctil pode e deve ser tratada.

Foi lançado recentemente um novo tratamento oral, clinicamente testado e aprovado para o tratamento da Impotência Sexual que o ajudará a retomar naturalmente a sua vida sexual.

Este novo tratamento oferece uma ampla janela de oportunidade, que lhe permite escolher livremente os melhores momentos para a relação sexual com a sua companheira, com maior naturalidade e sem restrições de tempo.

Converse com o seu médico sobre seu estado de saúde. Se sentir dores no peito ou outros sintomas relacionados com problemas cardíacos durante a actividade sexual, procure imediatamente o seu médico. Se estiver a tomar medicamentos com nitratos, normalmente prescritos para quem sofre de problemas cardíacos, não deve tomar qualquer medicamento para o tratamento da Impotência Sexual. A interacção destes dois medicamentos pode provocar uma quebra da tensão arterial.

Sobre a Disfunção Eréctil

Uma Doença Comum
A Disfunção Eréctil é definida como a incapacidade de obter e/ou manter uma erecção adequada para uma relação sexual satisfatória, sendo a doença sexual masculina mais comum.

Muito embora os factores psicológicos possam desempenhar um papel importante na actividade sexual e no desejo, a grande maioria dos problemas de Impotência Sexual têm origem física. Responda ao questionário de auto-avaliação, ele pode ajudá-lo a identificar possíveis problemas. Sempre que possível, converse com seu médico assistente sobre os seus problemas. Embora os termos Disfunção Eréctil e Impotência possam ser utilizados indiferentemente, o termo Disfunção Eréctil é considerado pelos médicos como o mais correcto.

De que forma a Disfunção Eréctil afecta os homens?
O grau de Disfunção Eréctil pode variar entre muito baixo a muito elevado (perda completa da erecção). Os homens com Disfunção Eréctil podem manifestar sentimentos de baixa auto-estima, ansiedade quanto ao seu desempenho, depressão, stress, culpa, dificuldades de relacionamento com a família, com os amigos e Na sua actividade profissional.

A Disfunção Eréctil também pode afectar a sua companheira.
A Disfunção Eréctil pode prejudicar o seu relacionamento. A Disfunção Eréctil pode afectar a auto-estima do homem, mas também a da sua companheira, a relação entre ambos e como se vêem um ao outro.

Converse com o seu médico
Para diagnosticar e tratar com eficácia a Impotência Sexual é necessário a conjunção do exame físico com a sua história médica e sexual. Converse com seu médico sobre o diagnóstico e as opções de tratamento mais adequadas para o seu caso. Deve consultar sempre o seu médico, antes de tomar qualquer medicamento para o tratamento da Impotência Sexual.

O que é a Disfunção Eréctil

A Organização Mundial de Saúde definiu a Disfunção Eréctil como a "incapacidade de um homem obter e/ou manter uma erecção suficiente para obter um desempenho sexual satisfatório." (Fonte: NIH Consensus Statement, JAMA, 1993). As alterações sexuais são frequentes, podem ser progressivas, mas podem ser tratadas com êxito.

As informações aqui contidas, juntamente com o Programa de Aprendizagem Interactiva, vão ajudá-lo a compreender a Impotência Sexual e as suas causas.

A Disfunção Eréctil afecta cerca de 150 milhões de homens em todo o mundo 2 (Fonte: Decision Resources, 1999) e cerca de 500 mil homens em Portugal (Fonte: Sociedade Portuguesa de Andrologia, 2004)
Mais de 50% dos homens na faixa etária entre os 40 e os 70 anos têm probabilidade de sofrer de Disfunção Eréctil.3 (Fonte: Massachusetts Male Aging Study (MMAS), 1994)

Se for incapaz de obter uma erecção em resposta a um estímulo sexual e/ou perdê-la antes da ejaculação, está com um problema de Impotência Sexual. Se essa situação acontecer uma vez, ou durante um certo período de tempo, devido, por exemplo, a situações de excesso de trabalho, stress, cansaço ou sob influência de álcool, deve consultar o seu médico. A maioria dos especialistas concorda, que para diagnosticar um caso de Impotência Sexual é preciso que as dificuldades de erecção se tornem frequentes e persistentes.

Se tem dificuldades em atingir ou manter a erecção, consulte o seu médico. Ele vai avaliar sua situação e aconselhá-lo sobre as opções de tratamento.

O Programa de Aprendizagem Interactiva é um método simples de aprendizagem a sobre as questões essências de Impotência Sexual.

Após terminar o teste deverá estar apto a:

1. Definir a Disfunção Eréctil.
2. Descrever as causas mais comuns da Disfunção Eréctil.

Auto Avaliação da F. Eréctil

Não há nada melhor do que uma conversa com o seu médico. Este questionário de auto-avaliação pode ajudá-lo a identificar os problemas de Disfunção Eréctil e a iniciar a conversa. Os resultados obtidos vão ajudar o seu médico a perceber o seu estado de saúde e como se sente em relação a essa situação.

Este questionário não foi concebido para substituir o exame físico, a história médica, os factores culturais, educacionais e económicos específicos que influenciam a vida de cada um de nós. Este questionário foi concebido para identificar os problemas de Disfunção Eréctil.

Escala do Impacto da Dificuldade de Erecção

Escolha o número que melhor descreve a sua situação.

Como se sentiria, caso tivesse de manter a sua actual capacidade de erecção para o resto da sua vida?

Muito Baixo .......................................................................... 1
Baixo ................................................................................... 2
Moderado ............................................................................ 3
Elevado ............................................................................... 4
Muito Elevado ...................................................................... 5

Resposta: _______

Escala da Intensidade da Dificuldade de Erecção

Cada uma das perguntas têm várias respostas possíveis, numeradas de 1 a 5. Escolha a que melhor se identifica com a sua situação. Deve escolher apenas uma resposta. No final, some a sua pontuação total.

Por favor, certifique-se que seleccionou somente uma resposta para cada pergunta.

Quase nunca ou nunca ............................................................... 1
Algumas vezes (Muito menos que metade das vezes) .............. 2
Várias vezes (Cerca de metade das vezes) .............................. 3
A maioria das vezes (Muito mais do que metade das vezes ...... 4
Quase sempre ou sempre ........................................................... 5

1. Com que frequência é capaz de atingir uma erecção durante a actividade sexual, em resposta a um estímulo sexual?

Resposta: _______

2. Quando tem erecções, em resposta a um estímulo sexual, quantas vezes é que essa erecção foi suficientemente firme para a penetração?

Resposta: _______

3. Durante as relações sexuais com que frequência conseguiu atingir a penetração?

Resposta: _______

4. Durante as relações sexuais quantas vezes é que conseguiu manter a erecção após a penetração?

Resposta: _______

Use esta escala para responder à próxima pergunta.

Extremamente Difícil .............................................. 1
Muito Difícil ............................................................ 2
Difícil ..................................................................... 3
Ligeiramente Difícil ................................................ 4
Não foi Difícil ......................................................... 5

5. Durante a relação sexual, foi difícil manter a erecção até ao final da actividade sexual?

Resposta: _______

Instruções para obter a pontuação:
Some as pontuações de cada resposta (total de pontuação possível = 25).

Classificação da Gravidade da Dificuldade de Erecção:
Total da Pontuação:
5 a 10 — Grave
11 a 15 — Moderado
16 a 20 — Leve
21 a 25 — Normal

NOTA: As questões devem ser respondidas por homens que tenham sido sexualmente activos e tenham tentado manter uma relação sexual, durante os últimos três meses.. Para os homens sexualmente inactivos, o questionário pode ser respondido tendo por base o último período de tempo (3 meses ou por um período mais longo) durante o qual foi sexualmente activo.

Fonte: 1st International Consultation on Erectile Dysfunction” July 1-3, 1999, Paris

As causas

As várias origens possíveis da Disfunção Eréctil

A Disfunção Eréctil pode ter origem em factores físicos (orgânicos) ou em factores psicológicos. Em muitos casos, ambos os factores estão presentes. Seguem-se alguns dos factores de risco e origens possíveis da Impotência Sexual.

Factores de Risco / Origem da Impotência Sexual

Causas Físicas

Doença Vascular: A arteriosclerose (endurecimento das artérias), problemas cardíacos, derrame cerebral, hipertensão (pressão arterial elevada) e colesterol elevado, são factores que afectam a entrada e a saída do fluxo de sangue para o pénis. A doença vascular é, em geral, a causa física mais comum da Disfunção Eréctil.

Diabetes: Esta doença pode causar a lesão dos nervos (neuropatia) e dos vasos sanguíneos (arteriosclerose) que levam o fluxo sanguíneo ao pénis. Dois em cada três homens com diabetes podem ter Disfunção Eréctil.

Doenças Nervosas: Os problemas neurológicos incluem a lesão da medula espinal, esclerose múltipla e degeneração dos nervos, decorrente da diabetes ou do alcoolismo.

Problemas Hormonais: Níveis reduzidos de hormonas podem causar Impotência Sexual.

Cirurgia: Intervenções cirúrgicas do intestino grosso, do recto ou da próstata e situações de radioterapia na área pélvica podem lesionar os nervos e os vasos sanguíneos, e causar problemas de Impotência Sexual.

Doenças Crónicas: Caso lhe tenha sido diagnosticado uma doença crónica, pergunte ao seu médico se essa situação pode afectar a sua saúde sexual.

Efeitos Secundários dos Medicamentos: Existe uma vasta gama de medicamentos que podem originar problemas de Disfunção Eréctil. Se estiver a ser medicado, e tiver problemas de erecção, pergunte ao seu médico sobre os possíveis efeitos secundários da medicação e quais as possíveis alternativas e soluções.

Factores Relacionados com o Estilo de Vida

Álcool: O consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode reduzir imediatamente a capacidade de manter uma erecção satisfatória. A longo-prazo, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode causar lesões do fígado e dos nervos e desequilíbrios hormonais.

Estilo de Vida Sedentário: A ausência de exercício físico pode levar à Impotência Sexual.

Tabaco: Os fumadores têm uma maior probabilidade de vir a ter problemas de Impotência Sexual, do que os não fumadores, de acordo com estudos médicos efectuados.

Origem Psicológica

As causas psicológicas podem ocorrer isoladas ou em conjunto com uma ou mais causas físicas.

Ansiedade: Quando um homem é muito ansioso em relação ao seu desempenho sexual, a capacidade sexual pode ser afectada.

Stress: Situações de stress também podem afectar o desempenho sexual.

Depressão:Homens com Disfunção Eréctil podem apresentar sintomas de depressão. Homens com depressão, também podem apresentar problemas de erecção.

Problemas de relacionamento: Problemas de relacionamento sexual com a companheira, familiares, ou com aspectos financeiros, podem afectar negativamente o desempenho sexual.

Formas de Tratamento

Antes dos Medicamentos

Antes de começar a usar qualquer medicamento ou outros tratamentos para a Disfunção Eréctil, o seu médico poderá recomendar mudanças ao nível do estilo de vida que podem implicar:

Actividade física;
Dieta alimentar para ajudar na redução dos níveis de gordura no sangue (triglicérides e colesterol);
Parar de fumar;
Reduzir o consumo de álcool;
Controlar os níveis de stress e fadiga.

Outros factores, como a deficiência hormonal (testosterona) e a toma de medicamentos que podem causar dificuldades de erecção, também podem ser resolvidos pelo seu médico.

Decidir qual o melhor tratamento para o tratamento da Disfunção Eréctil

A escolha do tratamento para a Impotência Sexual é uma decisão pessoal, que depende das suas preferências e da sua companheira. Informe-se sobre os vários tratamentos disponíveis. Seguem-se algumas qestões sobre os tratamentos disponíveis que podem ajudá-lo a tomar uma decisão.

O tratamento é eficaz e seguro?
O que pensa a minha companheira em relação ao tratamento?
O seu uso é vantajoso e confortável?
O tratamento é adequado ao meu estilo de vida?
Quanto custa o tratamento?

As opções de tratamento

Medicamentos Orais: Os inibidores da fosfodiesterase 5 (PDE5) são uma classe de medicamentos orais. Apresentam-se como terapêuticas de primeira linha e uma possibilidade relativamente nova para o tratamento da Impotência Sexual.

Aconselhamento Sexual / Terapia Sexual: Consultas com um psicólogo ou psiquiatra podem ajudá-lo a identificar, a compreender e a lidar com os problemas sexuais, bem como aprender a controlar as situações de stress durante o acto sexual, a aumentar os estímulos e focar a atenção no prazer e na intimidade do casal.

Autoinjecção Peniana: Medicamento que ao ser injectado pelo doente na parte lateral do pénis, antes da actividade sexual, vai aumentar o fluxo sanguíneo no pénis e permitir a erecção.

Terapia Intra-uretral: Cápsula de um medicamento que ao ser inserida na uretra aumenta o fluxo sanguíneo.

Dispositivo de Vácuo: Ao colocar um anel de borracha na base do pénis, a pressão efectuada aumenta a quantidade de sangue e ao retê-lo permite a erecção.

Prótese Peniana: A colocação de prótese peniana é sugerida ao doente quando nenhum dos outros tratamentos foi bem sucedido. A prótese peniana é um dispositivo inserido no pénis através de cirurgia.

Fale com o seu médico

É compreensível que se sinta desconfortável em abordar os seus problemas sexuais com seu médico. Mas é importante que consiga superar essa dificuldade. Falar sobre o assunto, assumir o seu problema, é o ponto de partida para melhorar a sua saúde e reiniciar o contacto íntimo com a sua companheira.

Esta secção do site vai ajudá-lo a iniciar a conversa sobre Disfunção Eréctil com o seu médico a saber quais as questões importantes e compreender o que esperar.

Não abdique dos seus direitos. Procure ajuda médica para resolver os seus problemas de Disfunção Eréctil. Não há razão para que você e a sua companheira sofram os efeitos da Disfunção Eréctil em segredo. A Disfunção Eréctil é uma doença para a qual os médicos já têm solução.

O seu médico de família deve ser o primeiro profissional de saúde a quem deve falar sobre os seus sintomas. Caso seja necessário, ele pode encaminhá-lo para um urologista ou outro especialista.

É importante falar sobre este assunto com o seu médico, porque os sintomas de Disfunção Eréctil podem ter origem em problemas sérios, como a diabetes ou a doença cardiovascular não diagnosticada.

A Disfunção Eréctil é, geralmente, considerada um problema não só do doente, mas do casal. A sua companheira pode acompanhá-lo na sua consulta.

Iniciar a Conversa

Sexo é normalmente um assunto sensível para a maioria das pessoas, e é compreensível que se sinta menos confortável em falar com o seu médico. Mas, para que seja possível resolver os seus problemas, deve conversar com seu médico e colocar as questões importantes. Os pontos abaixo referidos vão ajudá-lo a compreender como falar sobre Impotência Sexual com um profissional de saúde.

Os dois pontos abaixo referidos podem ajudá-lo a falar de Disfunção Eréctil sem constrangimentos.

A Disfunção Eréctil é comum. Milhões de homens em todo o mundo sofrem de Disfunção Eréctil.
A Disfunção Eréctil é tratável. Cerca de 95% dos casos de Disfunção Eréctil podem ser tratados.(1)

É importante saber que mais de 70% dos casos de Impotência Sexual não são diagnosticadas, e somente 10% dos homens com Impotência Sexual procuram formas de tratamento. Não permita que o seu problema progrida sem ser diagnosticado e tratado.

Os módulos interactivos de preparação são uma maneira fácil e envolvente de aprender sobre este novo tratamento para a Disfunção Eréctil.

Após terminar o Programa de Aprendizagem, deverá ser capaz de:
1. Descrever as melhores maneiras de conversar com um profissional de saúde sobre a Impotência Sexual.
2. Descrever as questões importantes para conversar sobre Impotência Sexual com um profissional de saúde.

(1) American Medical Association, the AMA Health Insight page. Understanding erectile dysfunction. American Medical Association web site.

Questões Importantes

Esclareça-se sobre a melhor forma de determinar se a nova opção de tratamento é a mais adequada falando com o seu médico assistente (ou outro profissional de saúde) que fará uma avaliação correcta do grau de Disfunção Eréctil. No caso de não se sentir seguro sobre quais as questões a colocar ao seu médico, sugerimos algumas:

1. É adequado tratar a Disfunção Eréctil na minha idade?
2. A actividade sexual pode representar algum risco para a minha saúde?
3. Que exames devo fazer para avaliar o grau da minha Impotência Sexual?
4. Que opções de tratamento estão disponíveis?
5. Qual a eficácia das várias opções de tratamento?
6. Quais são os potenciais efeitos secundários das várias opções de tratamento?
7. Posso tomar o meu medicamento para a Impotência Sexual com alimentos e bebidas alcoólicas?
8. Com que frequência posso usar o medicamento?
9. O medicamento para o tratamento para o tratamento da Impotência Sexual pode interagir com outros medicamentos que esteja a tomar em simultâneo, ou que venha a tomar no futuro?
10. Que cuidados devo ter quando utilizar o medicamento para o tratamentos da Disfunção Eréctil?
11. Se a minha companheira também apresentar problemas sexuais, o que devo (devemos) fazer?
12. Qual o tempo de actuação do medicamento para a Disfunção Eréctil?

Também deve falar com o seu médico:

Se já teve algum problema cardíaco como angina, dores no peito, insuficiência cardíaca, frequência cardíaca irregular ou ataque cardíaco, especialmente, nos últimos 90 dias.
Se já teve um derrame cerebral.
Se teve ou tem pressão arterial alta (hipertensão), ou pressão arterial baixa (hipotensão).
Se teve ou tem um problema grave nos rins.
Se teve ou tem um problema grave no fígado.
Se o seu pénis apresenta alguma deformidade, doença de Peyronie, ou se já teve uma erecção prolongada (com duração superior a 4 horas).
Conte ao seu médico sobre todos e quaisquer medicamentos, prescritos ou não, que esteja a tomar. Como acontece com a maioria das outras prescrições médicas, podem ocorrer possíveis interacções entre os medicamentos.

Pode ainda perguntar ao seu médico:

1. A minha Disfunção Eréctil pode ter origem em que factores?
2. Alguns dos meus medicamentos podem estar na origem deste problema ou estar a agravá-lo?
3. Se esse for o caso, a minha medicação (ou as dosagens) pode ser alterada com segurança?
4. O stress ou outros problemas psicológicos podem contribuir para as minhas dificuldades sexuais?
5. Devo procurar um orientador, um terapeuta sexual ou um psiquiatra?
6. Algum dos tratamento para a Disfunção Eréctil pode resolver o meu problema?
7. Se puder agir, de que forma posso tomá-lo com segurança e a que efeitos colaterais devo ficar atento?
8. Que alterações posso esperar?
9. O meu caso pode ser resolvido com uma intervenção cirúrgica? Se me for aconselhada uma cirurgia, quais os procedimentos e os efeitos negativos?
10. Os dispositivos a vácuo ou implantes penianos podem ajudar-me? Quais são as vantagens e as contra-indicações destas opções?

Imprima estas perguntas e leve-as ao seu médico.

O que esperar

Diagnosticar a Disfunção Eréctil

Quando decidir procurar a ajuda do seu médico para tratar o problema de Disfunção Eréctil é importante que saiba a importância de fazer um diagnóstico completo e cuidadoso, para encontrar a causa do problema e determinar a melhor forma de tratamento para o seu caso. Peça à sua companheira para o acompanhar à consulta.

A avaliação inicial da sua situação clínica pode incluir a história médica completa, exames físicos e laboratoriais.

História Clínica

Vários aspectos, como os que se seguem, podem ser abordados durante a consulta:

Estilo de vida;
Factores de stress;
O relacionamento com a sua companheira;
Medicamentos que toma actualmente e que tomou no passado;
Hábitos pessoais (tabagismo, consumo de álcool ou drogas);
A história sexual e o seu actual desempenho;
Quaisquer enfermidades ou problemas de saúde que tenha tido;
Intervenções cirúrgicas ou lesões na pelve (bacia)

Exames Físicos

O médico vai proceder a um exame físico completo, incluindo o exame dos genitais.

Exames Laboratoriais

Análises clínicas ao sangue para determinação dos níveis de testosterona, colesterol, açúcar, entre outros.

A análise ao sangue permite detectar:

Níveis baixos de testosterona (hormona masculino)
Níveis elevados de glicose (açúcar) no sangue. Pode ser um sinal da diabetes
Níveis elevados de colesterol e de outras substâncias gordurosas

A necessidade de uma próxima consulta

Após finalizar o historial médico e realizar os exame físicos e laboratoriais deve acatar as recomendações médicas, que podem incluir outros exames mais específicos ou a indicação de um outro especialista.

Reiniciar a Vida Sexual

O Dr. Shabsigh sugere algumas ideias para "reacender a chama".

Reiniciar a sua Vida Sexual
por Dr. Ridwan Shabsigh, M.D.

Assim que encontrar um tratamento eficaz para o tratamento da sua Disfunção Eréctil (pode ser necessário mais do que uma tentativa), estará pronto para redescobrir a sua sexualidade.

Tendo em consideração a minha experiência profissional, posso afirmar que muitos casais não têm uma relação sexual satisfatória decorrente da Disfunção Sexual que afecta o homem há vários anos.

Um relacionamento sexual bem sucedido e com prazer após muitos anos de interrupção pode demorar algum tempo a normalizar. É um pouco parecido como jogar ténis ou tocar piano, nunca se esquece como fazer, apenas alguma insegurança na primeira vez.

Reconquistar o Romance

Pense no início do seu romance, altura em que a ternura e o toque preenchiam o seu relacionamento. Reacenda a paixão começando pelas carícias, beijos e abraços carinhosos, sem que seja necessário haver uma razão especial.

O próximo passo

Quando se sentirem à vontade, iniciem os toques mais eróticos, tomem banho juntos, ofereçam uma massagem. Retomem a alegria e o prazer do toque.

Gradualmente, recomecem as carícias. Sintam-se confortáveis e mostrem afeição por estarem apaixonados. Estes hábitos ajudarão a reconquistar o prazer da relação sexual.

Não há progressos?

Se após o seu empenho sentir que não conseguiu recuperar a paixão e progredir na relação sexual, fale com o seu médico. Ele poderá ter outras sugestões ou, indicar um terapeuta sexual. Se já chegou até aqui, não se esqueça que é possível ter uma vida sexual bem sucedida. Não desista de conquistar o seu objectivo final: uma relação sexual saudável!

O que esperar

Após a reconquista do romance e das carícias é importante estar consciente das expectativas do casal. Após um longo período sem relações sexuais, os resultados do tratamento pode surpreendê-lo a si e à sua companheira. Especialmente para a mulher que pode estar em idade de pós-menopausa e apresentar falta de lubrificação vaginal. Para que a relação sexual não seja dolorosa podem usar um lubrificante ou, marcar uma consulta no ginecologista para avaliar o problema.

Manter a espontaneidade no romance

Para alguns dos meus doentes, a perda da espontaneidade é o aspecto mais difícil de aceitar após a Disfunção Eréctil.

Converse com seu médico, explique-lhe a necessidade da espontaneidade na sua relação sexual para que este possa seleccionar o tratamento adequado. Se o tratamento actual, não corresponder às sua necessidades e da sua companheira, converse com o médico sobre a possibilidade de outro tratamento. Há medicamentos recentes que apresentam soluções diferentes. Estes tratamentos podem proporcionar uma janela de oportunidade e eficácia mais ampla, permitindo desta forma ao casal maior liberdade e espontaneidade na relação sexual. Procure o tratamento que melhor satisfaz as suas necessidades.

Dúvidas

Qual é a diferença entre Impotência e Disfunção Eréctil?

Embora os termos Disfunção Eréctil e Impotência possam ser utilizados indistintamente, o termo Disfunção Eréctil é considerado pelos especialistas o mais correcto.

O tabaco contribui para a Disfunção Eréctil?

Sim. O tabaco é um factor que contribui para o elevado número de casos de Disfunção Eréctil porque a nicotina interfere nos processos normais do fluxo sanguíneo.

Quais são os tratamentos mais comuns para a Disfunção Eréctil?

Os tratamentos variam. Os medicamentos orais, a injecção peniana, os aparelhos de vácuo e as próteses penianas podem tratar a Disfunção Eréctil de origem física. O aconselhamento sexual do homem ou do casal ajuda a melhorar a Disfunção Eréctil de origem psicológica.


Questões sobre transmissão da SIDA por via oral (fonte: Coordenação Nacional para a VIH/Sida)

1. A transmissão do VIH por via oral foi alguma vez relatada?
Existe evidência que resulta da confirmação por recentes estudos de casos individuais, que o VIH se transmite por sexo oral. Potencialmente, a forma mais arriscada de sexo oral para uma pessoa não infectada é o felácio receptivo com ejaculação para a boca devido à exposição a maior quantidade de VIH do esperma da pessoa infectada.

2. No que toca à transmissão do VIH, o sexo oral é a forma mais segura de sexo não protegido com penetração?
A evidência demonstra que o sexo oral é menos perigoso que o sexo desprotegido anal e vaginal. Está bem estabelecido que o sexo anal desprotegido é a forma de sexo desprotegido mais perigosa. O risco associado ao sexo oral, anal e vaginal pode ser aumentado (ex. inflamações, úlceras na boca, vagina, pénis ou recto). O sexo oral é comum entre heterossexuais e homossexuais. Apesar do sexo oral desprotegido poder ser menos arriscado, do que o sexo desprotegido anal e vaginal, a frequência do sexo oral em alguns grupos pode aumentar a sua contribuição relativa para a transmissão VIH.

3. Que proporção de novas infecções podem ser atribuídas ao sexo oral?
Estudos recentes, essencialmente em homossexuais masculinos, em S. Francisco e em Londres , sugerem que 6 a 8% das novas infecções foram adquiridas apenas por sexo oral.

4. O sexo oral é menos arriscado que o sexo sem penetração?
O sexo oral coloca mais riscos que o sexo sem penetração, tal como a masturbação mútua, contacto boca a boca, esfregar um corpo contra o outro, e abraços e massagens, em que existe o mínimo de oportunidade de contacto de fluidos corporais potencialmente infecciosos. Não existem relatos de transmissão do VIH relacionados com estas actividades.

5. A boa higiene oral pode diminuir ou aumentar a transmissão VIH via sexo oral?
Uma boa higiene oral pode diminuir o risco, mas a escovagem e a passagem do fio dental pouco antes do sexo oral pode aumentar a transmissão, especialmente se as gengivas sangrarem. A utilização de culutórios orais antes ou depois do sexo oral podem não ser úteis; em vez de aumentar a protecção pode diminui-la através da remoção de substâncias de protecção normalmente encontrada na cavidade oral.

6. Que factores podem aumentar o risco de transmissão através do sexo oral?
Doenças ou infecções na cavidade oral, que comprometam a protecção da cavidade oral e garganta podem aumentar o risco de transmissão do VIH durante o sexo oral (ex. úlceras bocais, gengivas inflamadas, garganta irritada, ou gengivas a sangrar após escovagem ou utilização de fio dental). O sexo oro-vaginal durante o período de me nstruação pode colocar mais riscos de transmissão do que em outras alturas. Os níveis elevados de vírus no sangue (carga viral elevada) podem corresponder a níveis elevados de vírus no esperma e nos fluidos vaginais, podendo aumentar o risco de transmissão VIH através do sexo com penetração não protegido, incluindo o sexo oral. Os níveis elevados da carga viral estão associados ao início da infecção e a estágios mais avançados da doença.

7. Como é que o VIH é transmitido através do sexo oral?
O VIH está presente nos fluidos genitais, como o esperma, fluido pré-ejaculatório e secreções vaginais e cervicais. Conhecimentos actuais sobre a quantidade de vírus nos fluidos genitais e saliva indicam que algum material infeccioso pode ser difundido entre parceiros se um deles estiver infectado. O que sabemos sobre a biologia do VIH e da cavidade oral indica que a transmissão do VIH através do sexo oral é possível e suporta a conclusão de que o risco é real, mas menor que outro tipo de exposição através de sexo com penetração.

8. Será que evitar a ejaculação elimina o risco de transmissão?
Algumas pessoas praticam o sexo oral evitando a ejaculação como uma estratégia de redução de risco. Mas o VIH tem sido encontrado nos fluidos pré-ejaculatórios e têm sido relatados casos de transmissão do VIH através do sexo oral sem ejaculação na boca. É provável que o aumento de volume dos fluidos infectados possam resultar num aumento da exposição ao vírus e que evitar a ejaculação na boca possa diminuir o risco de transmissão.

9. Será que outras infecções podem ser transmitidas através do sexo oral?
As infecções sexualmente transmissíveis como a gonorreia, a clamídia, a sífilis, o vírus herpes simplex, o HPV, e o vírus da hepatite B podem ser transmitidas através do sexo oral.

10. O que pode ser feito para diminuir o risco de transmissão por via oral?
A utilização de preservativo durante o sexo oral pode diminuir o risco de transmissão do VIH e outras in fecções pela actuação de uma barreira de protecção contra os fluidos corporais (ex. esperma, fluidos vaginais).

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